Calando bocas – Corinthians 2 x 0 Boca Juniors

Facilita o que não era nada fácil um gol aos 4 minutos do meio-campista que marca como volante, arma como meia e ataca como homem de frente como foi o múltiplo Maycon. Mas a vitória alvinegra em noite corintianíssima na Neo Química Arena começou a se desenhar pela entrega também múltipla de muita gente em campo. Time que personificou o grito que estava entalado e desconfiado pela torcida em outras atuações decepcionantes ou mesmo pavorosas do time de Vitor Pereira.

 

Desta vez, não. Em que pese a falta de peso do conjunto xeneize, o Corinthians fez o dele. E como Corinthians. Ou como gosta o corintiano. Sem filigrana, mas com vontade de dividir a bola e se multiplicar. O gol cedo deu mais tranquilidade. Mas as principais ideias de jogo de VP se viram também com o seu substituto Filipe Almeida. Marcação mais alta, mais gente se juntando à frente. Inclusive com algumas escolhas discutíveis. Adson era um dos melhores da equipe com e sem a bola quando substituído no intervalo. Renato Augusto organizava o jogo atrás e chegada fácil à frente, às costas de Jiménez, no destrambelhado 4-1-4-1 do Boca. Saiu mais cedo para a entrada de Paulinho, que se juntou a Róger Guedes num ataque que teve várias escapadas no contragolpe até Maycon de novo pisar na área e ampliar, aos 30.

 

Foram apenas cinco chances claras alvinegras. Duas chegadas apenas mais perigosas do Boca. Mas sustos, mesmo, o corintiano não passou. Nem a raiva acumulada por fracassos recentes, especialmente em clássicos como esse que o Timão passou com boa média.

 

Se engata boa sequência fazendo os deveres de casa contra os principais rivais na Libertadores, precisa tentar manter alguma regularidade de atuações em outras frentes. Nem era o time para ser incensado pela liderança na  segunda rodada do BR-22. Nem para ser massacrado pelas horríveis atuações com equipes alternativas na semana que passou. É um time ainda se formando. Com muitas escolhas discutíveis da comissão técnica.

Mas, em Itaquera, contra o Boca, com o espírito inegogiável para o torcedor.

Sempre um ótimo começo.

 

 

Mais do que o futebol contra o desfalcado e desconjuntado hexacampeão da Libertadores, o que valeu em Itaquera foi o espírito de Corinthians do Timão.

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